Ir al menú de navegación principal Ir al contenido principal Ir al pie de página del sitio

O potencial da Educação a Distância (EaD) para a transformação social: análise do debate a partir do campo teórico || El potencial de la Educación a Distancia (EaD) para la transformación social: análisis del debate en el campo teórico || Distance Education Potential for Social Transformation: Analysis of the Theoretical Field Debate

Resumen

Partindo da premissa de que a literatura acadêmica da educação a distância é fortemente marcada por seus aspectos técnicos e de gestão, apresentamos o resultado de um mapeamento dos fundamentos “clássicos” das teorias filosóficas e sociológicas da educação, para subsidiar a compreensão dos limites e possibilidades da introdução desta modalidade. Particularmente, concentramos nossa análise na relação entre “educação e transformação”, incluindo aqui a promoção da cidadania, da autonomia, da ética, da dialogia e da inclusão social, em detrimento de análises críticas que situam a modalidade como uma expressão da hegemonia capitalista. Para tal, utilizamos uma abordagem qualitativa de análise temática, com base em 145 textos publicados em revistas científicas e anais de eventos especializados. Nossos resultados apontam para a possibilidade da modalidade enquanto ferramenta de transformação e emancipação humana, sempre e quando associada à reconstrução/reinvenção das práticas educativas e à adoção de posturas éticas, filosóficas e políticas por parte de seus praticantes.

A partir de la premisa de que la literatura académica de la educación a distancia se encuentra fuertemente marcada por sus aspectos técnicos y de gestión, presentamos los resultados de un mapeo de los fundamentos “clásicos” de las teorías filosóficas y sociológicas de la educación, con el objetivo de subsidiar la comprensión de los límites y posibilidades la introducción de esta modalidad. En particular, centramos nuestro análisis en la relación entre “educación y transformación”, incluyendo la promoción de la ciudadanía, de la autonomía, de la ética, del diálogo y de la inclusión social a expensas de un análisis crítico que sitúan a la modalidad como una expresión de la hegemonía capitalista. Para ello, se utilizó un enfoque cualitativo de análisis temático, basado en 145 artículos publicados en revistas científicas y actas de conferencias especializadas. Nuestros resultados apuntan a la posibilidad de que la EaD sirva como herramienta de transformación y emancipación humana, siempre y cuando se combine con la reconstrucción / reinvención de las prácticas educativas y la adopción de actitudes éticas, filosóficas y políticas por sus practicantes.

Based upon the premise that the academic literature of distance education is strongly marked by its technical and managerial aspects, we present the results of a mapping of the “classical” principles of philosophical and sociological theories of education, in order to support the understanding of the limits and possibilities of this modality. In particular, we focus our analysis on the relationship between “education and transformation”, including the promotion of citizenship, autonomy, ethics, dialogue and social inclusion, to the detriment of critical analyzes that locate distance education as an expression of capitalist hegemony. A qualitative approach of thematic analysis was used, based upon 145 publications in scientific journals and annals of specialized events. Our results point towards the understanding of this modality as a tool for transformation and human emancipation, whenever associated with the reconstruction / reinvention of educational practices and with the adoption of ethical, philosophical and political positions by its practitioners.

Palabras clave

Educação a Distância, Transformação Social, Autonomia, Cidadania.

PDF

Biografía del autor/a

Marcelo Sabbatini

Marcelo Sabbatini. í‰ doutor em Teoria e História da Educação - Universidad de Salamanca (Espanha) em 2004. Pós-doutorado realizado no Programa de Extensão Rural e Desenvolvimento Local - POSMEX da Universidade Federal Rural de Pernambuco, 2006. Mestre em Comunicação Social, modalidade Comunicação Científica e Tecnológica, Universidade Metodista de São Paulo, 2000. Especialista em Comunicação e Cultura Científica, Universidad de Salamanca, 1999. MBA em Administração de Empresas, foco em Gestão, Fundação Getúlio Vargas, 2009. Atualmente é Professor Adjunto III do Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos da Educação do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e professor pesquisador da Universidade Aberta do Brasil (UAB-Capes). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica - EDUMATEC-UFPE.


Citas

  1. Almeida, M. E. B. (2002). Educação a distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas. In: Congresso Ibero-americano de Informática na Educação. Disponível em <http://cecemca.rc.unesp.br/cecemca/EaD/artigos/atigo%20Beth%20Almeida%20RIBIE.pdf>.
  2. Albirini, A. (2007). The crisis of educational technology, and the prospect of reinventing education. Educational Technology & Society, 10(1), pp. 227-236. Recuperado de: <http://www.ifets.info/journals/10_1/20.pdf>.
  3. Artuso, A. R. (2005). Subjetivação e a educação através da internet. Educar, 26, pp. 115-129. Recuperado de: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/educar/article/download/4723/3651>.
  4. Athill, C. (2001). Towards ethical distance education. Open Learning, 16(1).
  5. Barreto, R. G. (2008). As tecnologias na política nacional de formação de professores a distância: entre a expansão e a redução. Educação e Sociedade, 29(104), pp. 919-937. Recuperado de: <http://www.scielo.br/pdf/es/v29n104/a1329104.pdf>.
  6. Barreto, R. G. (2011) A educação a distância no discurso da “democratização”. Cadernos de Pesquisa Pensamento Educacional, 6(13), pp. 43-55. Recuperado de: <http://www.utp.br/Cadernos_de_Pesquisa/pdfs/cad_pesq13/4_a_educacao_cp13.pdf>.
  7. Batista, A. S. & Gomes, L. R. (outubro de 2011). Educação a Distância: Perspectivas de formação para adaptação ou emancipação? ESUD 2011 – VIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância – UNIREDE, Ouro Preto.
  8. Belloni, M. L. (2000). Ensaio sobre a educação a distância no Brasil. Educação & Sociedade, XXIII (78). Recuperado de: .
  9. Benakouche, T. (outubro de 2000). Educação a distância (EaD): uma solução ou problema? In:XXIV Encontro Anual da ANPOCS, Petrópolis. Recuperado de: <http://biblioteca.clacso.edu.ar/ar/libros/anpocs00/gt02/00gt0232.doc>.
  10. Blikstein, P. & Zuffo, M. K. (2003). As sereias do ensino eletrônico. In: Silva, M. (org.) Educação online. São Paulo: Loyola, 2003. Recuperado de: <http://www.blikstein.com/paulo/documents/books/BliksteinZuffo-MermaidsOfE-Teaching-OnlineEducation.pdf>.
  11. Bohadana, E. & Valle, L. (2009). Oquem da educação a distância. Revista Brasileira de Educação, 14(42), pp. 551-606. Recuperado de <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782009000300011&lng=en&nrm=iso>.
  12. Borges, E. M. (2010). A autoria do professor em educação a distância: a percepção do aluno. Impulso, 20(50), pp. 95-108. Recuperado de: <https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/article/download/364/523>.
  13. Brint, M. (s.d.). Being digitally educated, Dewey, technology, and distance learning. Recuperado de: <http://people.cs.uchicago.edu/~varmaa/fusion/websit/proximity/paper1.htm>.
  14. Carvalho, A. M. (2005). Educação a distância: esboço de uma análise ético-política. Revista PUC Viva, (24). Recuperado de: <http://www.apropucsp.org.br/revista/r24_r04.htm>. Acesso em 12 set. 2012.
  15. Carvalho, J. S. (agosto de 2012). A formação para a cidadania na educação superior a distância: para além do direito ao acesso. In: ESUD 2012 - IX Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, Recife.
  16. Contreras-Domingo, J. (1999). La autonomía del profesorado. Madrid: Morata, 1999.
  17. D´Ávila, C. M. (2003). Pedagogia cooperativa e Educação a Distância: uma aliança possível. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, 12(20), pp. 273-285. Recuperado de: .
  18. Derk, I. (28 set. 2014). Pedagogy, prophecy, and disruption Hybrid Pedagogy. Recuperado de: <http://www.hybridpedagogy.com/journal/pedagogy-prophecy-disruption/>.
  19. Evans, T. D. & Nation, D. (Eds). (1992). Educational technologies: reforming open and distance education. In: Evans, T. D. & Nation, D. (1993). Reforming open and distance education. (pp. 196-214). Londres: Koogan,
  20. Feenberg, A. (2010). A fábrica e a cidade: qual o modelo de educação a distância via Web? In: Neder, R. T. (Org.). Andrew Feenberg: racionalização democrática, poder e tecnologia. (pp. 182-199). Brasília: Observatório do Movimento pela Tecnologia Social na América Latina/Centro de Desenvolvimento Sustentável – CDS. Recuperado de: <https://www.sfu.ca/~andrewf/coletanea.pdf>.
  21. Gonzalez, J. A. (maio de 2011). Neoprodutivismo, novas tecnologias e compromisso político: desafios e perspectivas à educação a distância. In: I Simpósio de Políticas Públicas em Educação, São Carlos. Recuperado de: <http://jefersongonzalez.files.wordpress.com/2010/12/jefersongonzalez_tcc_ead.pdf>.
  22. Kellner, D. (2004). Technological transformation, multiple literacies, and the re-visioning of education. E-Learning, 1(1), pp. 9-37. Recuperado de :<http://dx.doi.org/10.2304/elea.2004.1.1.8>.
  23. Moreira, A. F. B. & Silva, T. T. (2001). Sociologia e teoria crítica do currículo: uma introdução. In: Moreira, A. F. B. & Silva, T. T. Currículo, cultura e sociedade (Org.). 5. ed. São Paulo.
  24. Morris, S. M. (2004). A misapplication of MOOCs: critical pedagogy writ massive. Hybrid Pedagogy, 19 nov. 2014. Recuperado de: <http://www.hybridpedagogy.com/journal/misapplication-moocs-critical-pedagogy-writ-massive/>.
  25. Oliveira, F. P. M. & Lima, C. M. (outubro de 2011). Teorias de educação a distância: um esboço de uma análise teórico-epistemológica a partir das abordagens do processo de ensino. In: ESUD 2011 – VIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, Ouro Preto.
  26. Peters, O. (2010). The revolutionary impact of distance education. In: Peters, O. Distance education in transition: developments and issues. (pp. 115-177). Oldenburg, BIS-Verlag der Carl von Ossietzky Universití¤t Oldenburg. Recuperado de: <http://www.unioldenburg.de/fileadmin/user_upload/c3l/master/mde/download/asfvolume5_5_ebook.pdf>.
  27. Porto, S. & Berge, Z. (2008), Distance education and corporate training in Brazil: regulations and interrelationships. The International Review of Research in Open and Distance Learning, 9(2), pp. 1-15. Recuperado de: <http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/478/1052>.
  28. Preti, O. (2001). A formação do professor na modalidade a distância: (des)construindo metanarrativas e metáforas. Revista Brasileira de Estudos da Pedagogia, Brasília, 82(200/201/202), pp. 26-39, Recuperado de: <http://cecemca.rc.unesp.br/cecemca/EaD/artigos/ead_rbep_200.pdf>.
  29. Riedel, E. et al. (2007). Continuous, interactive, and online: a framework for experiential learning with working adults. Innovate, 3(6). Recuperado de: <http://www.editlib.org/d/104301/>. Acesso em 24 fev. 2014.
  30. Romancini, R. (setembro de 2012). A ética da educação online. In: XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Fortaleza. Recuperado de: <http://www.intercom.org.br/sis/2012/resumos/R7-2145-1.pdf>.
  31. Romão, E. S. (2008). Políticas da Educação a Distância no Brasil: desvios e desafios. Revista Teoria e Prática da Educação, 11(2), pp. 199-206. Recuperado de: <http://www.dtp.uem.br/rtpe/volumes/v11n2/009-artigo-eliana-199-206.pdf>.
  32. Rye, S. A. & Stokken, A. M. (2012). The implications of the local context in global Online Education. The International Review of Research in Open and Distance Learning, 13(1). Recuperado de: <http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/download/1010/2118>.
  33. Sabbatini, M. (2013). O pensamento pedagógico de Paulo Freire e a Educação a Distância (EaD): aproximações entre dialogia, autonomia e emancipação através da Rede. In: XXXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Manaus. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2013/resumos/R8-0631-1.pdf>.
  34. Santos, A. F. T. (2010). Política educacional para a “universidade microondas”: gestão universitária, trabalho docente e qualidade da formação humana sob o efeito do “mercado educador”. Revista Gestão Universitária na América Latina, 3(1), pp. 1-16. Recuperado de: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/gual/article/view/1983-4535.2010v3n1p12/22038>.
  35. Sumner, J. (2000). Serving the system: a critical history of distance education. (2000). Open Learning, 15(3). Recuperado de: <http://pages.towson.edu/bsadera/istc717/modules05/module8/3888263.pdf>.
  36. Trifonas, P. & Déspres, B. (2004). Teaching education and the virtual. E-learning and Digital Media, 1(2). Recuperado de: <http://www.wwwords.co.uk/pdf/validate.asp?j=elea&vol=1&issue=2&year=2004&article=3_Trifonas_ELEA_1_2_web>.
  37. Thompson, H. (1999). The impact of technology and distance education: a classical learning theory viewpoint. Educational Technology & Society, 2(3). Recuperado de: <http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.38.9798&rep=rep1&type=pdf>.
  38. Viana, N. (2004) Sala de aula virtual e relações de poder. Espaço Acadêmico, (41). Recuperado de: <http://www.espacoacademico.com.br/041/41pc_viana.htm>.
  39. Waks, L. J. (2004). The concept of a “networked common school”. (2004). E-learning and digital media, 1(2). Recuperado de: <http://www.wwwords.co.uk/pdf/validate.asp?j=elea&vol=1&issue=2&year=2004&article=7_Waks_ELEA_1_2_web>.
  40. Watters, A. (2012). Education technology as content delivery. Hack Education. Recuperado de: <http://hackeducation.com/2012/07/12/education-technology-as-content-delivery/>.
  41. Zuin, A. S. (2006). Educação a distância ou educação distante? O Programa Universidade Aberta do Brasil, o tutor e o professor virtual. Educação e Sociedade, 27(96), pp. 935-954. Recuperado de: <http://www.scielo.br/pdf/es/v27n96/a14v2796.pdf>.