A tragédia da Kiss no Jornal Hoje: reflexões sobre as imagens apresentadas

Main Article Content

í‰mellem Veleda da Rosa
Michele Negrini

Abstract

This article reflects on the image of death in tragedy coverages on television journalism, focusing in Jornal Hoje's, of Rede Globo, special coverage on the Kiss Nightclub tragedy. The corpus of this research is composed by Jornal Hoje's edition that went on air in January 28, 2013. The objective of this study is to analyze how Jornal Hoje presented death, through Kiss Nightclub tragedy, through images. Between the main concepts addressed through the article are aspects referring to the television media like: the television as a social bond (Wolton, 1996); the journalistic coverages (Emerin e Brasil, 2001); the image in TV newscast (LEAL, 2006); and the spectacle in television journalism. In the discussions about dealing with death in society in the context of TV newscasts, the main references were: Áries (2003); Morin (2007) and Barbosa (2004). For the analysis we utilized the technique of Analysis of moving images, created by Diana Rose (2002).

Article Details

Section

Varia

Author Biographies

í‰mellem Veleda da Rosa, Universidade Federal de Pelotas

Jornalista pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Michele Negrini, Universidade Federal de Pelotas

Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; doutora em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; docente da Universidade Federal de Pelotas.

How to Cite

A tragédia da Kiss no Jornal Hoje: reflexões sobre as imagens apresentadas. (2017). Razón Y Palabra, 21(3_98), 457-499. https://www.revistarazonypalabra.org/index.php/ryp/article/view/934

References

Arbex Júnior, J. (2001). Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela.

Arií¨s, P. (2003). História da morte no ocidente. Rio de Janeiro: Ediouro.

Bacellar, L.; Bistane, L. (2005). Jornalismo de TV. São Paulo: Contexto.

Barbosa Lima, F. (2007). Nossas câmeras são seus olhos. Rio de Janeiro: Ediouro.

Barbosa, M. (2004). A morte imaginada. In: GT Comunicação e Sociabilidade na XIII Compós. UMESP: São Paulo.

Bonella, M. B. S. (2005). A morte esperada. In: 3° Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho. Novo Hamburgo.

Brustolin, L. A. (2007). Apresentação. In Brustolin, Leomar Antonio (org). Morte: uma abordagem para a vida. Porto Alegre: EST Edições.

Bucci, E. (2000). Brasil em tempo de TV. 3 ed. São Paulo: Boitempo.

Cadorin, F. (2014). Considerações sobre a imagem no telejornalismo e a concepção da realidade a partir do imaginário social. VI Simpósio de professores, 2014, Tubarão.

Canavilhas, J. Televisão: o domínio da informação-espetáculo. In: . Acesso em: 10 de dezembro de 2001.

Carvalho, J. (2011). Efeito de tudo ver: Imagens, transparências e autenticidade no telejornalismo. Seminário internacional. Análise de telejornalismo: desafios teórico-metodológicos, 2011, Salvador/BA.

Castells, M. (1999). A Sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

Cavenaghi, B.; Emerim, C. (2012). Cobertura ao vivo em telejornalismo: propostas conceituais. 10° Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. 5-7 nov Curitiba-PR, 2012. Anais. São Paulo: SBPjor

Coutinho, I. (2005). Leitura e análise da imagem. Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. São Paulo: Atlas, p. 330-344.

Coutinho, I. (2012). Telejornalismo e público. Sobre vínculos com o cidadão, convertido em audiência. In: Porcello, F.; Vizeu, A.; Coutinho, I. (org). O Brasil (é)ditado. Florianópolis: Insular, 2012.

Coutinho, I.; Mata, J. (2013). A atuação do repórter na cobertura televisiva de tragédias: o olhar do Jornalista como testemunha do fato que enuncia. Estudos em Jornalismo e Mídia, v. 10, n. 2, p. 379-398.

Debord, G. (1997). A Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto.

Diniz, M.; Araí¹jo, J. (2005). Telejornal: a construção da notícia no texto sincrético. Cadernos de Semiótica Aplicada. Vol. 3, n.2, dezembro.

Duarte, E. B. (2006). Reflexões sobre os gêneros e formatos televisivos. In: Castro, M. L. D.; Duarte, E. B. (Orgs.). Televisão: entre o mercado e a academia. Porto Alegre: Sulina.

Elias, N. (2001). A solidão dos moribundos, seguido de, Envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Emerim, C.; Brasil, A. (2011). Coberturas em telejornalismo. In: XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Recife. Anais. Recife: Intercom.

Fechine, Y. (2008). Televisão e presença. São Paulo: Estação das Letras.

Fernandes, G. G. (2013). Jornalismo e tragédia: Uma análise da cobertura da Band News FM sobre o caso da boate kiss. Glauber Grübel Fernandes. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Ferrés, J. (1996). Televisão Subliminar: socialização mediante comunicações inadvertidas. Porto Alegre: Edições Médicas Sul Ltda.

Freire, M. C. B. (2006). O som do silêncio: isolamento e sociabilidade no trabalho do luto. Natal: EDUFRN.

Hohlfeldt, A. (2001). Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação. (in). Hohfeldt, A.; Martino, L.; França, V. Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. Petrópolis: Vozes, 2001.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet2013. Acesso em 10 de julho de 2015.

Issler, B. (2004). “A morte como notícia ou anúncio”. XIII Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. UMESP, São Bernardo do Campo, SP. Anais eletrônicos.

Joly, M. (1994). Introdução à Análise da Imagem. Lisboa, Ed. 70.

Jost, F. (2004). Seis lições sobre televisão. Porto Alegre: Sulina.

Kehl, M. R. (2004). Videologias: ensaios sobre a televisão. São Paulo: Boitempo.

Kovács, M.J. (1992). Morte e desenvolvimento humano. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Leal, B. S. (2006). Reflexões sobre a imagem: um estudo de caso. In: Revista E-compós.

Leal, B. S.; Valle, F. P.; Fonseca, B. H. (2011). As imagens gráficas no telejornal e as tensões entre repetição e renovação das narrativas. Contemporanea, comunicação e cultura, vol. 09, N.01,

Lippmann, W. (2008). Opinião Pública. Petrópolis: Vozes.

Loureiro, A. (1998). A velhice, o tempo e a morte: subsídios para possíveis avanços do estudo. Brasília: Editora da Universidade de Brasília.

Luna, S. (2005). Arqueologia da ação trágica: o legado grego. João Pessoa: Idéia.

Martín-barbero, J., Barcelos, C. (2000)., Comunicação e mediações culturais, in Diálogos Midiológicos 6, (XXIII,) nº 1, jan/jun.

Morin, E. (1997). Cultura de massa no século XX: neurose. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Morin, E. (1998). O homem e a morte. Portugal: Publicações Europa-America.

Motta, J.; Rublescki, A. (2013). Cobertura ao vivo em televisão: o improviso e o testemunho em situações de tragédia. In: IV SIPECOM – Seminário Internacional de Pesquisa em Comunicação, 2013, Santa Maria.

Mouillaud, M. (2002). As grandes mortes na mídia. In: Mouillaud, M.

Porto, S. (org.). O Jornal: da forma ao sentido. Brasília: Paralelo 15.

Negrini, M. (2010). A morte em horário nobre: a espetacularização da notícia no telejornalismo brasileiro/ Michele Negrini. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Negrini, M.; Brandalise, R. (2012). Apontamentos para realizar uma cobertura jornalística em televisão. In: XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2012, Fortaleza. Anais. Fortaleza: Intercom.

Negrini, M.; Brandalise, R. (2015). Os Critérios De Noticiabilidade No Telejornalismo: Uma Reflexão A Partir Da Tragédia De Santa Maria. Pauta Geral-Estudos em Jornalismo, v. 2, n. 1, p. 74-90.

Piveta, P. (2009). A Arte No Telejornalismo: Imagem Sem Alma, Imagem Com Sentido. II Encontro Nacional de Estudos da Imagem, 2009/ Londrina/PR.

Porcello, F. (2008). Mídia e poder: os dois lados de uma mesma moeda. A influência política da TV no Brasil. In: Vizeu, A. (org). A sociedade do telejornalismo. Petrópolis, RJ: Vozes.

Requena, J. G. (1988). El discurso televisivo: espetáculo de la posmodernidad. Madrid: Catedra.

Rezende, G. J. (2000). Telejornalismo no Brasil: um perfil editorial. São Paulo: Summus.

Rodrigues, A. D. (1993). O acontecimento. In: Traquina, N. (org.). Jornalismo: questões, teorias e “estórias”. Lisboa: Vega.

Rodrigues, J. C. (1983). Tabu da morte. Edições Achiamé Ltda: Rio de Janeiro.

RONDELLI, E.; Herschmann, M. (2000). A mídia e a construção do biógrafo: sensacionalismo da morte em cena. In. Tempo Social, maio de 2000, São Paulo: USP.

Rose, D. (2002). Análise de Imagens em Movimento. In: BAUER, Martin; Gaskell, George. Pesquisa Qualitativa com texto imagem e som: um manual prático. Petrópolis, RJ: Vozes, p 343 – 363.

Rosa, í‰. V.; Negrini, M. (2016). Retratos de Uma Tragédia: Uma Análise das Imagens do Jornal Hoje Sobre a Tragédia da Kiss. Trama – Indústria Criativa em Revista. v. 2, n. 1, p. 144-162.

Rottenstein, A. (2003). O sentido da vida e da morte através dos tempos. In: I° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Anais. Belo Horizonte;

Salles, M. A espetacularização da morte. Observatório da Imprensa, São Paulo, Disponível em:<http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/showNews/fd19022003 htm>.

Sczpacenkopf, M. I. (2003). O Olhar do poder: a montagem branca e a violência no espetáculo telejornal. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Silva, C.E.L. (1985). Muito além do jardim botânico: um estudo sobre a audiência do Jornal Nacional da Globo entre trabalhadores. São Paulo: Summus.

Silva, G. (2011). Morte, acontecimento noticioso primordial. In: XIX Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. UFRJ: Rio de Janeiro.

Simmel, G. (1998). A metafísica da morte. Trad. Simone Carneiro Maldonado. Política & Trabalho, ano 14, n. 14, João Pessoa, PPGS-UFPB. Setembro 1998, pp. 177-182.

Sousa, L. S. C. S. (2010). Cobertura esportiva na televisão: critérios de noticiabilidade na interface entre Jornalismo e Entretenimento. In: 7º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, SBPJor, 2010. Disponível em: http://sbpjor.kamotini.kinghost.net/sbpjor/resumod.php?id=356

Souza, A. P. S. (2009). Jornalismo policial sensacionalista: entre a audiência e a função social. In: XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2009, Curitiba. Anais. Curitiba: Intercom.

Souza, C. A. (2007). A interdição da morte nos telejornais. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Santos.

Squirra, S. (1993). Boris Casoy, o âncora no telejornalismo brasileiro. Petrópolis: Vozes.

Thomasseau, J. (2005). O Melodrama. São Paulo: Perspectiva.

Traquina, N. (1993). As notícias. In: Traquina, N. (org.). Jornalismo: questões, teorias e “estórias”. Lisboa: Vega.

Traquina, N. (2005). Teorias do jornalismo. A tribo jornalística – uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis: Insular.

Traquina, N. (2004). Teorias do jornalismo: porque as notícias são como são. Florianópolis: Insular.

Valle, F.; Fonseca, B. (2008). Grafismos do real: reflexões sobre o papel das imagens gráficas no telejornalismo. Colóquio internacional. Televisão e realidade.

Wolton, D. (1996). Elogio do grande público: uma teoria crítica da televisão. São Paulo: Ática.

Similar Articles

You may also start an advanced similarity search for this article.